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FMI – redução da dívida pública leva tempo e tem de ser realista

17 de Outubro de 2012

Da história económica dos ajustamentos orçamentais desde o final do século XIX nos países desenvolvidos com níveis de dívida pública (bruta) superiores a 100% do Produto Interno Bruto (PIB), retiram-se lições importantes para a atualidade, segundo um estudo do Fundo Monetário Internacional (FMI) publicado no “World Economic Outlook” (WEO) divulgado na semana passada em Tóquio.

O estudo foi publicado como capítulo 3 do WEO com o titulo sugestivo de “O bom, o mau e o feio: 100 anos a lidar com sobre-endividamento público”.

Ainda que os pacotes de políticas em cada um dos 26 episódios analisados tenham sido muito diversos, a equipa do FMI liderada por John Simon, Andrea Pescatori e Damiano Sandri retira, para a atualidade, três lições:

# A redução com sucesso da dívida pública requer tanto consolidação orçamental como uma mistura de políticas que apoiem o crescimento económico. Aspetos fulcrais são uma política monetária que apoie o crescimento e medidas que ataquem as fraquezas estruturais na economia;

# A consolidação orçamental deve privilegiar reformas estruturais e persistentes das finanças públicas e não medidas orçamentais temporárias e de curta duração que não gerem uma trajetória de redução consistente;

# Reduzir a dívida pública e o défice orçamental leva tempo, e ainda mais num contexto de ambiente económico externo fraco como é o atual. Mesmo em contextos mais favoráveis, no passado, “melhorias sustentáveis de mais de um ponto percentual por ano são raras”.

O estudo aponta ainda para dois alertas:

# As políticas de “desvalorização interna”, como a que foi seguida no Reino Unido depois da 1ª Guerra Mundial, são particularmente arriscadas. Em geral, têm custos elevados. No caso britânico teve resultados “desastrosos” – mais desemprego, crescimento económico medíocre durante duas décadas e continuação da trajetória de aumento da dívida pública. O ambiente social e político aqueceu culminando com a greve geral de maio de 1926. Determinar se o custo dessa “desvalorização interna” ultrapassa o benefício para a competitividade exige mais investigação;

# A situação atual de continuação da crise internacional aponta para um “ambiente externo” que não é favorável, ao contrário dos casos com sucesso no pós-2ª Guerra Mundial e nos anos 1980 e 1990. “As expetativas sobre o que se consegue alcançar têm de ser colocadas de um modo realista”, sublinha o FMI. Os especialistas responsáveis por este estudo admitem, no entanto, “a redução da dívida [pública], mesmo sem crescimento forte”, como demonstraria o caso do ajustamento na Itália nos anos 1990 levado a cabo por governos “tecnocratas” de muita curta duração, chefiados por Giuliano Amato (junho 1992- abril 1993), Carlos Ciampi (abril 1993- maio 1994) e Lamberto Dini (janeiro 1995- maio 1996). A consolidação orçamental somou 13,6% do PIB entre 1992 e 1995 e o défice caiu para 2,7% do PIB em 1997, inclusive com um excedente primário (sem juros da divida pública) de 6,1% do PIB.. No entanto, esse caso beneficiou da desvalorização da lira, de um sentimento pró-europeu (que permitiu inclusive a imposição de um “imposto pela Europa”) e de um plano de privatizações cujas receitas renderam até 2000 cerca de 10 pontos percentuais do PIB.

Japão e Reino Unido são maus exemplos

O estudo acaba por analisar em profundidade seis casos num horizonte de 15 anos a partir do ano em que o rácio da dívida em relação ao PIB atingiu os 100%: Inglaterra em 1918, com a dívida em cerca de 140% do PIB; Estados Unidos depois da 2ª Guerra Mundial, em 1946, com o rácio em 120%; Bélgica em 1983 quando chegou aos 100%; Itália em 1992 quando atingiu 100%; Canadá em 1995 quando ultrapassou os 100%; e Japão em 1997 com o rácio acima de 100%.

O caso extremo da Alemanha durante as várias fases da República de Weimar entre 1919 e 1933 não foi escolhido pela equipa do FMI. Este período da história alemã ficou marcado pelo surto hiperinflacionista entre junho de 1921 e janeiro de 1924 e mais tarde pela política de austeridade extrema seguida pelo chanceler Heinrich Bruning entre março de 1930 e maio de 1932.

Segundo os especialistas do FMI, o caso britânico e o japonês são exemplos de situações de profunda deflação em momentos históricos bem diferentes, ainda que no caso britânico no quadro de excedentes orçamentais elevados e no caso japonês com a situação contrária marcada por altos défices orçamentais persistentes. O caso britânico foi ilustrativo de um crescimento medíocre ao longo de vinte anos e de concomitante aumento do rácio da dívida no PIB que chegou a atingir 190% em 1933. Os britânicos fizerem uma combinação letal de políticas monetárias e orçamentais apertadas que acentuaram o ciclo recessivo. Keynes comentaria, ironicamente, em 1928, que “indubitavelmente não compensa ser bom”. O caso japonês a partir de 1997 é hoje um caso de antologia do pior até 2001, quando, no entender do estudo do FMI, as autoridades nipónicas arrepiaram algum caminho, com a recapitalização dos bancos e a estreia de políticas monetárias de “alívio quantitativo” (quantitative easing, na designação inglesa), conhecidas por medidas “acomodativas”. A grande crise financeira global a partir de 2007 voltaria, no entanto, a deteriorar a situação.

A importância da política monetária

Os outros quatro casos são representativos de situações de excedentes primários orçamentais (ou seja, superavits nas contas públicas sem incluir os juros da dívida soberana) com situações de inflação. São casos que correram melhor do que o britânico e o japonês.

O caso dos EUA durante o período da presidência de Harry Truman, a partir de 1945 depois do falecimento de Franklin Roosevelt, é tido como representativo de “o sucesso da revolução keynesiana no pensamento económico e do medo de repetir os erros do período entre as duas guerras, [o que] conduziu a uma abordagem política muito diferente e a melhores resultados”, afirma o estudo. Em seis anos apenas, os EUA reduziram o rácio em 45 pontos percentuais. Este país obteve bons resultados na base de uma “combinação entre taxas de juro negativas e crescimento”, levando os especialistas do FMI a concluir que “uma política monetária de apoio [ao crescimento] é um ingrediente-chave para uma redução com sucesso da dívida”, apesar de alguma volatilidade na inflação que provoca.

Contudo, o estudo sublinha que as circunstâncias do final dos anos 1940 e dos anos 1950 são bem diferentes de hoje. Uma regulação financeira como a da época choca-se com a integração atual do sistema financeiro mundial e a abertura a mais inflação põe em causa toda a política dos bancos centrais dos países desenvolvidos desde que o Banco da Nova Zelândia inaugurou em 1990 a estratégia de subordinar a política monetária à manutenção de um nível de inflação próximo de 2%, a que se associa o mandato da “estabilidade de preços”.

Por isso, o estudo considera “mais realista”, em termos de lições para a situação atual, as opções seguidas nos casos canadiano, belga e italiano, ainda que os dois primeiros tenham corrido melhor que o terceiro, em virtude inclusive de uma boa performance das exportações, onde a depreciação da moeda contou. A avaliação dos três casos conduz à mesma conclusão já tirada para os EUA – a “importância da política monetária para uma redução da dívida com sucesso”, mesmo num ambiente de inflação baixa.

Dos 26 casos selecionados, apenas 3 foram caracterizados por ocorrência de bancarrotas, no caso da Alemanha em 1932, e da Grécia em 1893-4 e 1932.

Dois momentos altos do endividamento público

 

A dívida pública em relação ao PIB – a medida usual para se avaliar o peso da dívida pública e avaliar o potencial impacto negativo estrutural no crescimento económico – nos países desenvolvidos fixou máximos históricos próximos de 120% durante o período da 2ª Guerra Mundial. Esse pico aconteceu após uma trajetória ascendente do peso da dívida a partir de 1920, quando ultrapassou a barreira dos 50%, com um disparo a partir de 1935. O pico nos anos 1940 insere-se, por isso, numa situação extraordinária, de guerra de dimensão global. A partir dos anos 1950, a trajetória foi descendente

A reviravolta deu-se no final da década de 1970, com uma trajetória ascendente da dívida pública em relação ao PIB nos países desenvolvidos em virtude da nova vaga de financeirização das economias. Em 2011, na sequência da atual crise financeira e das crises das dívidas soberanas, atingiu mais de 100% no mesmo grupo de países. Na atual galeria, contam-se com os rácios mais elevados o Japão e a Grécia numa primeira divisão, acima de 150%, e depois Itália, Portugal, Irlanda e Estados Unidos, segundo este estudo do FMI.

Portugal atingiu o seu pico histórico até à data no ano fiscal de 1892-1893, com a dívida pública a atingir 124%, um nível que segundo as projeções atuais só deverá voltar a ser alcançado em 2014. A partir do ano fiscal de 1877-1878, Portugal manteve um rácio da dívida em relação ao PIB superior a 100%. Só a partir de 1897 desceu abaixo desse patamar. Durante este período do final da monarquia, ocorreu uma bancarrota parcial em 1892 com uma renegociação da dívida que duraria até 1902. A “maldição” dos 100% regressou, agora, durante a crise da dívida soberana portuguesa. Em 2011, o peso no PIB voltou a ultrapassar os 100%, tendo fechado o ano em 107,8%. No primeiro trimestre de 2012, o rácio subiu para 111,3%, segundo o Boletim Estatístico do Banco de Portugal.

Ler mais: http://expresso.sapo.pt/fmi-reducao-da-divida-publica-leva-tempo-e-tem-de-ser-realista=f760622#ixzz29Zom0gsR

World economy: EIU forecast – Brightening outlook

22 de Março de 2012

As noticias em Portugal têm sido positivas nos meios de comunicação e começam a alimentar alguma esperança para a nossa economia. Também as perspectivas economicas mundiais parecem estar a melhorar, tomando o lugar das preocupações as questões no Irão e a subida do preço do petroleo. Aqui fica o report do EIU:

The outlook for the global economy is brightening. The financial crisis in Europe is easing for now, thanks to the recent completion of Greece’s debt restructuring and continued efforts by the European Central Bank (ECB) to keep credit flowing. In the US, job creation and other indicators are improving. While the Economist Intelligence Unit’s forecast for global growth is little changed from last month, the rising risk of an oil shock tied to tensions over Iran’s nuclear programme has replaced the euro crisis as our main global economic concern.

We expect global GDP growth of 3.2% at purchasing-power parity (PPP) in 2012. This marks a fractional upgrade from our forecast of 3.1% last month, but it still means that the world economy is on course to slow for a second successive year. Operating conditions remain difficult, as many economies struggle to shrug off the effects of the 2008-09 global recession and the debt crisis in the euro zone. As an illustration of the challenges that remain, we expect OECD countries collectively to grow by little more than 1% at PPP this year—hardly a stellar performance by any standard. We do, however, expect global economic growth to accelerate in 2013, as the euro zone emerges from recession and emerging markets such as China see stronger momentum.

For now, the main story is the easing of financial strains in Europe—a prospect that was hardly imaginable just a few months ago, when the euro looked perilously close to collapse. Since then, Greece has completed a difficult debt-restructuring deal that has averted the immediate risk of disorderly default and exit from the euro. Just as importantly, the ECB has injected more than €1trn of liquidity into the financial system, making it easier for banks in the euro zone to get funding and causing government bond yields in countries such as Italy to fall to much more sustainable levels. While stresses in the euro zone’s “periphery” economies have by no means disappeared, the situation is looking more manageable.

Yet even as one risk to the global economy recedes, another is emerging. The recent rise in the price of crude oil, tied in part to geopolitical tensions over Iran’s nuclear programme, has raised fears of an oil shock. If Israel were to launch a military attack on Iran’s nuclear facilities, as it has threatened to do, crude oil prices could rise by 30-50% in a matter of weeks if not days. This would bring the global economic recovery to a halt and threaten another recession.

Developed world

The US economy continues to enjoy surprisingly strong momentum, and we have marginally revised up our GDP growth forecast to 1.9% in 2012. Although the after-effects of the housing bust and 2008-09 financial crisis linger, recent data have offered encouragement. The economy grew by 3% at an annual rate in the fourth quarter of 2011, its fastest pace in six quarters. Unemployment, though still at 8.3%, has fallen from post-crisis highs, and the economy is creating more jobs. Consumers have shown an increased appetite for spending and borrowing. We remain cautious about the potential for a renewed slowdown in mid-year, especially given rising oil prices—the cost of petrol at the pump has increased by almost 19% since late December. Nonetheless, GDP data could yet surprise on the upside if recent momentum is sustained.

In the euro zone, meanwhile, the apocalyptic atmosphere of late 2011 has given way to a cautious sense that the crisis is moving from an acute to a chronic phase. The ECB’s injection of liquidity into the banking system, in two tranches of around €500bn each since December, has been a major factor in reducing stresses. So too has the conclusion, after fraught negotiation, of Greece’s sovereign debt restructuring, the largest in history. But stabilisation in the euro zone does not mean a return to economic health. We still expect euro zone GDP to contract by 0.7% this year. Austerity will exacerbate recession. The region will return to growth in 2013, but the recovery will be anaemic.

Japan’s recovery from the March 2011 earthquake, tsunami and nuclear disaster has been uneven. After strong growth earlier in the year, the economy contracted in the fourth quarter of 2011, as severe flooding in Thailand disrupted manufacturing supply chains. A strong yen has made life doubly difficult for Japanese exporters, although the recent weakening of the currency should offer some respite. We forecast real GDP growth of 1.5% in 2012 and 1.8% in 2013.

Emerging markets

The developing world stands to benefit from a slight pick-up in US growth and the stabilisation of the situation in the euro zone. But for now, emerging markets remain in the midst of a painful adjustment to reduced import demand from their customers in the West. Exports have been fading in key Asian economies, with regional bellwethers South Korea and Taiwan both recording sharp declines in early 2012. China is also feeling the effects of economic weakness in Europe and the US, but we expect the world’s second-largest economy to avoid a hard landing and remain an engine of regional growth in 2012. More worrying signs are emanating from India, which is relatively sheltered from global headwinds but faces a year of political paralysis and slower economic growth. Overall, GDP growth in Asia and Australasia (ex Japan) will decline from 6.5% in 2011 to 6.1% this year.

The troubles in the euro zone have dimmed eastern Europe’s economic prospects. The recovery has lost momentum in recent months, and growth will weaken further as the region’s most important market and source of investment sinks into recession. Growth in the “transition economies” of eastern Europe will slow from 3.8% in 2011 to 2.3% in 2012. Several countries—including Hungary, Slovenia and Croatia—are likely to tip into recession.

Latin American economic growth slowed markedly in 2011 and will weaken further, to 3.6%, in 2012. On the positive side, Chinese demand will continue to boost commodity exporters, while low OECD interest rates will benefit the region’s larger and more globally integrated countries. Growth will pick up again next year, thanks to the recovery in the developed world, generally sound macroeconomic policies and resilient domestic demand across the region.

Economic growth will accelerate in the Middle East and North Africa, bucking the trend elsewhere in the emerging world. The region—outside of Syria—is bouncing back from the upheaval of the Arab Spring, which caused sharp downturns in countries directly affected by the unrest. The regional recovery should gather pace in 2012, as high oil prices, expansionary fiscal policy, infrastructure development in Saudi Arabia and surging growth in Libya boost regional GDP by 4%. But there are serious risks to this broadly positive outlook, especially the escalating geopolitical tensions over Iran’s nuclear programme. In Sub-Saharan Africa, the weak global outlook is the main threat to economic prospects in 2012. We expect regional GDP growth to slow from 4.4% to 3.8% this year, although it will pick up again in 2013-16.

Exchange rates

The US dollar has lost ground against the euro this year as sentiment towards Europe has improved. This has prompted investors to venture into riskier assets again—also boosting emerging-market currencies—and to retreat from safe havens such as the dollar. By late February the dollar had slipped to US$1.35:€1, from US$1.27:€1 in early January. However, the euro is unlikely to continue its rise, and by mid-March it had retreated to US$1.31:€1. We expect the dollar/euro exchange rate to average about this level in 2012 as a whole.

The Japanese yen has weakened against the US dollar in recent months, falling from a high of ¥75.7:US$1 in late October 2011 to ¥83.4:US$1 in mid-March. This partly reflects changes in market sentiment, but intervention by Japanese policymakers may also have had an impact. Either way, a weaker yen is welcome news for Japanese exporters. We expect the yen to average ¥83:US$1 this year, and to continue to weaken in 2013-16.

Commodities

Oil prices have risen sharply in recent weeks, reflecting the loss of supply from South Sudan, Syria and Yemen, as well as supply concerns related to tensions between Iran and the West. The price of dated Brent, the European crude oil benchmark, exceeded US$128/barrel in early March, the highest since July 2008.

Tensions over Iran’s nuclear programme will continue to loom large over oil markets. Military action between Israel and Iran, should it occur, would cause an immediate spike in the oil price. If the US were to be drawn into the conflict—possibly because of an Iranian strike against a US military base in the Middle East—the price would rise even higher. Another risk is that Iran closes access to the Strait of Hormuz, through which 20% of the world’s oil travels, in retaliation for US and EU sanctions. However, such a move would do most economic damage to Iran, and for this reason we consider a blockade of the Strait unlikely. Iran may seek other ways to retaliate, including using its influence in Iraq to slow that country’s oil output.

Despite the huge uncertainties weighing on the global supply picture and the rapid rise in oil prices in recent weeks, we have maintained our forecast for oil prices in 2012 at an average of US$110/b for dated Brent Blend. This is based on our central scenario that assumes military conflict involving Iran can be avoided. However, we expect prices to average around US$115/b in the first half of the year, as uncertainty surrounding the impact on global oil supply of the EU embargo and sanctions on Iran leads to a high risk premium in the price.

World economy: Forecast summary
  2007 2008 2009 2010 2011 2012 2013 2014 2015 2016
Real GDP growth (%)                    
World (PPP exchange rates) a   5.2 2.5 -0.9 5.0 3.7 3.2 3.9 4.1 4.4 4.2
World (market exchange rates) 3.9 1.3 -2.4 4.0 2.5 2.1 2.7 2.9 3.1 3.0
  US 1.9 -0.3 -3.5 3.0 1.7 1.9 2.1 2.2 2.3 2.3
  Japan 2.2 -1.1 -5.5 4.5 -0.7 1.5 1.8 2.0 2.1 2.0
  Euro area 2.9 0.2 -4.2 1.8 1.5 -0.7 0.5 1.2 1.5 1.6
  China 14.2 9.6 9.2 10.4 9.2 8.2 8.5 8.0 8.0 8.0
  Eastern Europe 7.5 4.6 -5.7 3.4 3.8 2.3 3.2 3.7 3.9 3.8
  Asia & Australasia (excl Japan) 9.3 5.7 5.2 8.3 6.5 6.1 6.8 6.5 6.6 6.5
  Latin America 5.5 4.0 -2.0 6.0 4.3 3.6 4.2 4.4 4.1 4.2
  Middle East & North Africa 4.9 5.3 1.5 4.1 3.1 4.0 4.1 4.8 5.0 4.9
  Sub-Saharan Africa 7.0 4.8 1.2 4.4 4.4 3.8 4.8 4.5 4.7 5.0
World inflation (%; av) 3.4 4.9 1.5 3.0 3.9 3.2 3.3 3.2 3.2 3.2
World trade growth (%) 7.1 2.8 -12.0 14.1 5.8 4.0 5.6 6.2 6.5 6.7
Commodity prices                    
Oil (US$/barrel; Brent) 72.71 97.66 61.86 79.63 111.01 110.00 103.63 108.25 104.00 110.00
Industrial raw materials (US$; % change) 11.3 -5.3 -25.6 45.4 21.6 -12.9 4.2 -2.7 1.2 2.2
Food, feedstuffs & beverages (US$; % change) 30.9 28.1 -20.3 10.7 30.1 -11.7 -6.5 -4.4 5.3 3.3
Exchange rates (annual av)                    
¥:US$ 118 103 94 88 80 83 86 87 89 92
US$:€ 1.37 1.47 1.39 1.33 1.39 1.31 1.29 1.27 1.24 1.26
a PPP = purchasing power parity
Source: Economist Intelligence Unit.

 

O que se pode aprender com a crise japonesa?

22 de Fevereiro de 2012

Trabalho desenvolvido pelo FMI sobre as considerações da crise no Japão e que ilações poderemos retirar

Is the recovery from the global financial crisis now secured? A strikingly similar crisis that stalled Japan’s growth miracle two decades ago could provide some clues. This paper explores the parallels and draws potential implications for the current global outlook and policies. Japan’s experiences suggest four broad lessons. First, green shoots do not guarantee a recovery, implying a need to be cautious about the outlook. Second, financial fragilities can leave an economy vulnerable to adverse shocks and should be resolved for a durable recovery. Third, well-calibrated macroeconomic stimulus can facilitate this adjustment, but carries increasing costs. And fourth, while judging the best time to exit from policy support is difficult, clear medium-term plans may help

Link: Ver artigo completo

O que podemos aprender com a crise Sueca?

22 de Fevereiro de 2012

Trabalho interessante sobre o balanço da crise Sueca de inicio da decada de 90:

The article analyses the Swedish banking crisis in the early 1990s. Newly deregulated credit markets after 1985 stimulated a competitive process between financial institutions where expansion was given priority.

Combined with an expansive macro policy, this contributed to an asset price boom. The subsequent crisis resulted from a highly leveraged private sector being simultaneously hit by three major exogenous events: a shift in monetary policy with an increase in pre-tax interest rates, a tax reform that increased after tax interest rates, and the ERM crisis. Combined with some overinvestment in commercial property, high real interest rates contributed to breaking the boom in real estate prices and triggering a downward price spiral resulting in bankruptcies and massive credit losses. The government rescued the banking system by issuing a general guarantee of bank obligations. The total direct cost to the taxpayer of the salvage has been estimated at around 2 per cent of GDP.

Link: The Swedish Banking Crisis  (ver artigo completo)


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